
A política de redução de gastos na Prefeitura de Itabira poderá causar impacto nos investimentos previstos para a 51º edição do Festival de Inverno. A informação foi dada pela superintendente da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (FCCDA), Vanessa de Faria, após sua prestação de contas na Câmara, realizada na tarde desta segunda-feira (19).
“A gente ainda está em fase de sentar com o prefeito. Cada secretaria apresentou sua proposição, o prefeito está analisando o que precisa, onde precisa e como precisa ser feito. Acredito que ao longo desta semana a gente vai ter aí esses retornos também. Fizemos algumas proposições de algumas reduções”, disse Vanessa, sem citar qual seria o impacto direto na verba prevista para o Festival de Inverno, mas explicando que a intenção é fazer uma melhor “gestão orçamentária e financeira” sem que haja perda na “qualidade da entrega”.
“A gente fez um estudo junto com o setor administrativo financeiro e o departamento de produção da Fundação. Temos feito estudos e encontros intensos nas últimas semanas, justamente para que a gente possa apresentar possibilidades e para que o prefeito possa dizer: “Olha, eu acho melhor, mais interessante assim ou assim”. Então nesse momento, infelizmente, eu não posso dizer, não tenho algo ainda concreto para anunciar para vocês”, complementou.

A política de austeridade itabirana é influenciada pelas mudanças na política econômica dos Estados Unidos, que recentemente adotou novas tarifas de importação sobre o aço e o alumínio brasileiros, fixando uma taxação de 25% sobre tais produtos. Tal medida poderá impactar negativamente a economia nacional, especialmente no setor mineral, que representa o principal motor da economia drummondiana. Desta forma, a tendência é de que haja uma queda direta na arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (Cfem) e do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), dois grandes mecanismos de arrecadação do município.














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