A política de austeridade itabirana é influenciada pelo momento de instabilidade econômica mundial, que poderá gerar duros impactos no município

O prefeito Marco Antônio Lage (PSB) determinou que todas as secretarias de seu governo deverão promover medidas de redução de gastos, diante da possibilidade de queda na arrecadação da Prefeitura de Itabira em 2025. De acordo com o secretário de Administração e Governança, Paulo Henrique Gomes, a “otimização de despesas” se dá pelo momento de instabilidade econômica mundial, que poderá gerar duros impactos no município.
De acordo com o secretário, o momento é de alerta, e desta forma, a secretaria de Planejamento e a secretaria de Fazenda estão fazendo estudos para elaboração de medidas de prudência para que Itabira “não entre em crise”. A política de austeridade itabirana é influenciada pelas mudanças na política econômica dos Estados Unidos, que recentemente adotou novas tarifas de importação sobre o aço e o alumínio brasileiros, fixando uma taxação de 25% sobre tais produtos.
Tal medida poderá impactar negativamente a economia nacional, especialmente no setor mineral, que representa o principal motor da economia drummondiana. Desta forma, a tendência é de que haja uma queda direta na arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (Cfem) e do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), dois grandes mecanismos de arrecadação do município.
A instabilidade econômica, inclusive, foi citada no projeto de lei 54/2025, que prevê o reajuste salarial dos servidores públicos municipais de Itabira em 4,77%; percentual abaixo do pleiteado pela classe. “Apesar deste cenário desafiador, o Executivo Municipal reafirma seu compromisso com os servidores públicos, garantindo a revisão geral anual nos termos constitucionais, sem comprometer a responsabilidade fiscal e a sustentabilidade financeira do Município”, diz um trecho do ofício anexado ao projeto de lei, que segue em análise na Câmara e recebeu pedido de vistas nesta terça-feira (29).
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